Casinha do sertão e boas lembranças

Dia desses postei aqui sobre o nosso passeio ao Cais do Sertão, no Recife antigo, e prometi um post especial sobre a réplica/cenário que temos dentro do museu de uma casa sertaneja.

Minha bisa por parte de mãe era descendente de Holandeses, minha bisa mãe da vó Edite, era uma mulher da terra, do sertão. A Dona Edite, minha vó, nasceu em Patos-Alagoas e foi morar ainda muito nova em Sertânia, interior pernambucano.

Coisa linda essa mistura nossa né? Que mistureba esse Brasil. É bom se encontrar em referências tão opostas e cheias de riquezas ao mesmo tempo. E melhor ainda é termos a oportunidade de contarmos a nossa história de alguma forma. Esse não é um post sobre decoração, é sobre o coração mesmo, haha.

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Mesmo fazendo uma visita às pressas ao museu, preciso dizer que me emocionei quando “avistei” essa casa sertaneja. Eu vi ali vovó Edite correndo quando criança, a vi sentada no chão brincando com as pedrinhas e cantando a música “escravos de jó”, vi minha bisa arrumando a trouxa de roupa pra ir lavá-la nas margens do rio, vi todos tomando sopa na caneca e apagando o cadeeiro improvisado com uma lata de alumínio. Vi histórias que ouvi a vida inteiro passando diante dos meus olhos, e agradeci imensamente pela oportunidade.

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É tudo bem representado e ainda hoje muito fácil de encontrar pelas bandas de cá. Já fiz um post mostrando um pouco das casas daqui onde moro (Que não é sertão, mas é interior), e vi sim o presente de muitas pessoas das redondezas. Tudo isso me faz pensar demais nos nossos valores, e de ser ainda mais grata ter tido através da minha vó, a oportunidade de ouvir histórias com tanta simplicidade, de lugares tão esquecidos e distantes.

Quem quiser conferir tudo de pertinho e muito mais, do museu mais bacana, tecnológico e interativo dos últimos tempos:

cais do sertão

 

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Ana Medeiros
É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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1 Comentário

  1. Lindas fotos, ❤️deu p imaginar as pessoas circulando… O perfume q essas casas possuem: meio de terra meio de gente!!! e o cheirinho de vapor de café antes da noite chegar toda…

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