Lá se foram quatro postagens só falando da minha casa, de como ela era, de como a transformei com muito amor, carinho e pouco dinheiro no bolso. Mas deixei esse último post sobre a minha casa (será?) para falar de como podemos decorar e transformar nossa casa com afeto. Tudo bem que tudo o que foi feito até então teve afeto, mas digo, afeto materializado, sacou? Deixa eu explicar.

Se não sou a mais, sou uma das mais desapegadas pessoas da face da Terra. Não me apego à marcas, aos objetos, confesso que até mesmo de algumas pessoas que atualmente me fazem mal, eu me desapeguei, ainda que eu seja muito grata a tudo o que elas me proporcionaram no passado. Mas algumas coisas que trazem um gosto delicioso da minha infância. Objetos que fizeram parte dela ou de pessoas da minha família que me trazem boa recordação, eu resolvi eternizar e decorar minha casa com eles. O afeto está em tudo aqui, nas paredes, nas almofadas, na cama, em tudo, tudo, tudo.

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Começando pelas paredes que ganharam vida com muitas coisinhas lindas! A minha camisa com meu nome que ganhei do meu pai quando tinha cinco anos. Os sapatinhos do primeiro natal dos meus filhos. Os LPs com dedicatória de um grande amigo da juventude. O LP original de Lamartine Babo que fora da minha tia Alice. Um bilhetinho com pedido de perdão do meu Dani, com sete anos, depois de uma malcriação daquelas. Sem contar as inúmeras fotos significativas no meu hall da fama particular. Tudo foi pra parede e adoro ler e ver essas coisas, me dá a certeza de que esse espaço me pertence de fato!

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No sofá, na cama e na parede do meu quarto, o trabalho lindo da Mais Que Rabisco trouxe afeto no grau máximo! Uma dedicatória linda que minha mãe fez quando me deu um livro de oração em 1998, virou almofada para minha sala. Hoje ela tem demência senil e não escreve mais essas coisas lindas, portanto eternizar essa dedicatória foi um presente pra mim.

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No meu quarto almofada com os pezinhos das crianças retirados do documento da maternidade vale mais do que qualquer tattoo pra mim. Adoro ver como eram esses pezinhos quando saíram da minha barriga e como são hoje em dia, maiores do que os meus. Bate uma saudade!

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O bastidor com apenas uma das infinitas declarações de amor da minha filhota decora a parede acima da minha cama, do ladinho do pedido de perdão do meu menino. Essa casa é só afeto minha gente e perdão também, aff!

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A primeira chupeta da minha Alice também virou objeto de decoração. Sim, sou doida! FATO! Descobri que aqui na minha rua tem uma galvanaria. Trocando em miúdos, essas empresas que dão banho de prata, cobre etc. Resolvi mandar dar um banho de cobre nela e hoje esse “afetivo objeto de decoração” mora na mesa de cabeceira da minha filhota. E ela adora contar essa história para as amigas que aparecem por aqui.

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No corredor eu tenho meu baú precioso. Ele é abaloado e portanto não serviria como mesa de centro ou móvel de apoio. A história dele? Foi a mala de viagem do meu avô paterno, quando veio da Europa para o Brasil no início do século passado.  Era todo revestido com pelos de algum bicho e estava jogado no sótão da casa da minha avó, que por acaso, é minha casa hoje! Meu pai resgatou ele no meio das obras e me deu. Adivinha? Mandei recuperá-lo todo. Arrancar o pelo, deixá-lo na madeira e encerá-lo. Ele é de carvalho, madeira boa e atualmente não é só um objeto decorativo, ele guarda a roupa de cama extra, um cobertor e um edredom que tem sido muito usado nesses tempos frios aqui no RJ.

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Na sala eu tenho a minha Minnie. Aquela da cara torta da década de setenta. Lembra? Pois é, quando eu era pequena, minha tia querida fez uma viagem para os EUA e trouxe uma mala cheia de brinquedos para mim e para meu irmão. A Minnie estava lá. Resistiu ao tempo. O Pateta, o Pluto, o Donald, foram doados ao longo do tempo, mas eu consegui manter e guardar comigo por 40 anos essa Minnie. Hoje ela mora na minha sala, numa caixinha de acrílico feita  sob medida pela minha fornecedora master Joana Angert. Tudo que eu penso em acrílico ela vai lá e, pronto, realiza!

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Por último, as louças das minhas avós. Muitas, digo, quaaaaaaaaaaaaaaaaaaase todas moram aqui no meu louceiro ou no louceiro da casa do meu pai. Mas o bule, ahhhh o bule da minha avó materna, esse mora na minha mesa de cabeceira com flores, sempre! E um pratinho da coleção “Amar É” da minha avó paterna, mora em cima da minha cômoda. Quando eu chego do trabalho, primeira coisa que faço é tirar minhas bijus e ele serve pra isso, para recebê-las e não deixa-las por aí. O pratinho da vovó é o lugar sagrado do repouso das minhas bijus mais significativas. Aquelas que uso todos os dias. Casa de gente organizada é assim, tem lugar pra tudo!

Assim é minha casinha. Cheio de cor, amor e objetos afetivos materializados. Próximo post vamos falar de organização como aliada da decoração???

Aguardem!

Verônica Cavalcanti

3 COMMENTS

  1. Amo estes cantinhos cheios de lembranças, algumas pessoas me dizem que isto é coisa de velho, rsss, não me importo, pelo contrario me sinto sabia, nostalgia pura, viagei nas suas lembranças, Deus te abençoe e te conserve este lindo dom de dar valor em mínimos detalhes, são seus tesouros, parabéns, bela casa cheia de vida, amo suas postagens, bjus

  2. Olá, achei lindas suas lembranças emolduradas. Também tenho algumas em casa e não me canso de olhar para elas. Tornam-se “obras” exclusivas, muito pessoais, que fazem todo o sentido no nosso lar, além de o tornar diferente e único. Parabéns pela criatividade e sensibilidade de dar valor a coisas simples. bj

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