Musée Le Carnavalet

Se alguém chegasse pra mim e perguntasse “Ei, menina véa, ei, tu aí mesmo com esse zoião… Por onde começo aqui em Paris?”  Eu  sem dúvida ia sugerir o Musée Le Carnavalet como um ponto inicial. Além de ser um museu pequeno em relação aos outros, que você pode conhecer todinho em uma tarde, é gratuito e conta a história de Paris por meio dos ambientes, móveis, objetos, relíquias que fizeram parte de períodos importantes para o surgimento da cidade e para a história da França, como a queda da Bastilha e muitos outros conflitos e guerras políticas. Se há muita beleza, luxo, exagero e curiosidade, há também muita crueldade, tristeza e isso pode ser visto também pelos ambientes, alguns trazem modelos de pequenas guilhotinas e outros artefatos usados nas execuções em praças públicas. É importante entender mais sobre isso também.  Antes de tudo, perdoa a qualidade das fotos, foram feitas com o cel, já que eu, tapada, não carreguei as pilhas da câmera.

Depois de passar pelo térreo, onde se encontra desde pequenos objetos que eram usados nas casas até parte da porta que sobrou do incêndio do Hôtel de Ville, a antiga prefeitura, a gente chega aos andares superiores com vários espaços montados. Com misturas de estilos, dá pra ter uma noção de como se vivia. Em quase todos os ambientes há a presença de alguns tipos de Boiseries, espécie de painéis com moldura em madeira nas paredes.

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É muito detalhe, muita história do mobiliário e dos estilos como Luis XIII, XIV, XV, VI, Barroco, Rococó, Regência e Diretório por exemplo. A madeira, durante décadas, foi o principal material para a fabricação, desdes as mais conhecidas, como mogno, até algumas bem exóticas como amaranto e violeta.

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E a partir dela, outros materiais e técnicas iam sendo aplicadas fazendo surgir novos padrões. Pintura, entalhe, metais aplicados, ossos, pedrarias e principalmente, o mármore. À direita por exemplo, um provável móvel do período Regência, estilo mais exagerado que o Rococó, mas ainda assim com linhas curvas. Pés em forma de pata de animal, curtas, tampo em mármore e aplicações com motivos orgânicos eram outras características.

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O volume, as curvas, a sumptuosidade bem típicas dos períodos mais clássicos se espalhavam por toda a casa. Pelos quartos dos grandes..

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E dos pequenos também. Olha este berço, minha gente…

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É detalhe demais pra um mini príncinpe só, né? 😀

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Além de objetos, o Museu Carnavalet ainda guarda mais de 2000 mil quadros que retratam o cotidiano dos parisienses antigamente, de escritores, artistas, políticos, mulheres que se destacavam.. enfim, mais coisa ainda pra gente conhecer. Quanto mais o tempo muda, os móveis também. Alguns se tornam mais retos, simples como alguns móveis Luis XVI, mais delicados, pernas mais retas. Menos volume, menos curvas.

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É no Museu Carnavalet que a gente topa com parte do quarto da Maria Antonieta e a coleção de livros dela. Além dela, muita gente conhecida pela história. Marcel Proust escreveria suas principais obras nesta escrivaninha aí. Ela e outros móveis da casa do escritor estão muito bem conservados e expostos para o público.

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E já no final de 1800, o Art Nouveau chega dando beleza, graça, com linhas orgânicas, adornos que lembram folhas, flores e outros elementos da natureza aos móveis e ambiente. Abaixo, parte da vitrine de uma joalheria francesa toooda inspirada no Art Nouveau.

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É realmente muita coisa pra ver, minha gente, isso só foi um pingo. E cada peça, cada espaço há textos contando um pouco da história daquele ambiente, de como a França estava, aí dá pra entender ainda mais. Se por acaso cansar de tanta informação, volta outro dia, pois como te falei, o museu é gratuito. Ou então, vai passear pelos jardins lindos que há no Carnavalet. Jardim francês lindo é redundância, né não? Um beijão e até djá!

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Ana Medeiros
É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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2 Comentários

  1. Privilegiado o que pode admirar essas belezas de perto.!! Um dia para ser lembrado para sempre!! Post show.
    abs
    S. O.
    Rio

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