Como escolher as cores certas pra decorar

Pencils on a rainbow gradient

Poderia colocar toooodo um conteúdo técnico nesse post sobre o estudo das cores, mas nem tenho todo esse conhecimento e prefiro pedir licença pra falar sobre algo muito mais genuíno e depois deixar algumas dicas basiquinhas e importantes.

As pessoas geralmente me enviam referências de imagens de ambientes quando encontram algo bem colorido, me marcam em fotos aleatórias e comentam como gostam das minhas “decorações” que são sempre cheias de cores, e inevitavelmente, também perguntam como faço pra combiná-las e não errar (muitas vezes eu erro, rs). Pensando sobre o assunto separei aqui três tópicos que fazem parte do meu processo criativo:

1- Buscar referências:

Lembro que lá no início de tudo, quando buscava referências no google e nos blogs estrangeiros pra decorar com quase grana nenhuma o meu minúsculo apartamento, o processo se dava muito por buscar o máximo de imagens (acho que nem Pinterest existia) e separar as que eu gostava MUITO, as que me transmitiam uma vontade instantânea de querer estar dentro daquele ambiente. Naquela época também comprava revistas e marcava páginas. Então comece observando, sem muitas cobranças pra decidir sobre algo rapidamente, depois veja o que cada imagem tem em comum, quais cores predominam, qual estilo, etc.

2- Partindo de algo especial

Maaaas preciso confessar que muitas vezes minhas escolhas em relação as cores acontecem partindo de um talismã (vamos chamar assim). A partir de um tapete artesanal que comprei na Benedito Calixto, toda a decoração foi se desenvolvendo tendo como referência as cores dele. Outra vez fui guiada pela estampa de um papel de parede. Hoje o meu sofá amarelo é que determina a paleta de cores da sala. E você deve tá se perguntando se isso não limita muito o processo criativo e os resultados obtidos. Bem, não creio nisso, encaro como desafio. O amarelo tanto pode ficar muito bacana com cores mais neutras e claras, como também com cores mais vivas e complementares.

3- A intuição é poderosa e deve ser usada a todo tempo

Acredito que a intuição é muito amiga do bom senso, então não é muito recomendável ignorá-la. Se você sentiu que talvez uma cor não vai ficar muito legal e mesmo assim usá-la, provavelmente duas coisas podem acontecer: a primeira é você ficar incomodada com sua escolha, mas disfarçando para os outros e mentindo pra você enquanto tenta se acostumar, mesmo que frustrada. A segunda é ter um trabalho do cão pra refazer um trabalho por teimosia.

O meu processo hoje é totalmente intuitivo porque aprendi a escutar essa vozinha que diz “vai ficar uma cagada”, “Acho que não combina muito”, “Ei meu bem, isso vai ficar o pipoco, se joga”. Acontece pq nós que gostamos do assunto e frequentamos o Pinterest, ou sei lá, seguimos contas no Instagram dentro desse nicho, querendo ou não, temos algum padrão visual e estético do que nos agrada ou não, né verdade?

Escolher cores é um processo gostoso que te leva a outros processos e percepções de si. Algo que parece ser tão besteirol, mas que tem tanto significado no nosso dia a dia.

Quero compartilhar aqui com você algumas coisas aleatórias dentro desse tema:

Assistam esse vídeo da Ingrid Fettel Lee. Nele ela fala sobre algo que chama de “Estética da alegria”. Depois de muitas pesquisas e viagens, descobriu que as pequenas sensações de felicidade e bem-estar que sentimos ao longo do dia, vem em deparar-se com alguns padrões de formas e cores

Você pode observar, testar, treinar, exercitar esse seu olhar sobre as cores também no Adobe Color. Lá ele gera e sugere paletas dentro dos padrões da harmonização das cores e é muito fácil a navegação.

Pode também fazer upload de uma imagem que você gostou e criar a sua própria paleta. Ajuda demais a guiar seu processo =)

Olha só a paleta do meu quarto:

Então é isso. Me contem como funciona com vocês. Mais alguma dica?

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Ana Medeiros
É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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