A volta das salas rebaixadas

Com a intenção de aproximar mais o convívio entre as pessoas dentro de suas próprias casas, onde muitas vezes estamos no mesmo cômodo, mas totalmente desconectados uns dos outros, o “sunken living” está de volta.

As salas rebaixadas é uma característica arquitetônica que normalmente tem assentos embutidos e almofadados e é construído abaixo do nível do piso. Eram bem populares em meados do século XX e não se limitavam apenas a espaços domésticos: Em 1962, um gigantesco “poço de conversação” vermelho foi inaugurado no TWA Flight Center de Nova York no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, projeto por Eero Saarinen. Foi restaurado no que hoje é o TWA Hotel.

Após seu auge nos anos 60, como símbolo máximo de intimidade, mas também de espaço onde se promovia a boêmia, com martínes, cigarros e pessoas falantes, perceberam que a estrutura era perfeita também para pequenos acidentes com almofadas queimadas ou pés torcidos. Depois veio a popularização da TV nas casas, que não se encaixava no “poço” e ele foi perdendo o seu propósito.

Mas que história é essa que eles estão de volta?

Pois é, saiu até matéria recente no NY Times (link no blog) no último mês. Ao mesmo tempo que somos impactados pela certeza de um metaverso, estamos buscando lugares com referências no passado, que promovam conversas profundas entre amigos, onde possamos ouvir nossa coleção de vinis, livre de telas e de todas as aflições da vida moderna.

E ai? Teria na sua casa, reformaria um cômodo pra ter um “sofazinho” enterrado no chão?

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É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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