A gente cuida da casa e ela cuida da gente

Todos os dias limpo minha casa e já entendi que isso faz parte do meu auto-cuidado. Já fui meio neurótica, inclusive já escrevi sobre isso anos anteriores aqui no blog, mas agora me reservo a ter espaços limpos, funcionais e que favoreça o meu humor e minha satisfação.

Algumas pessoas só conseguem começar o dia se tomar uma xícara de café. No meu caso, consigo quando vejo ordem e cheiro de desinfetante. Perdão a quem ousa conviver comigo (aliás, nem cabe perdão, porque limpo a minha sujeira com meus dois braços e minhas duas pernas). Aliás, como é que faz diferente? Como vivem os seres que passam mais de uma semana pra lavar um banheiro e vinte e três dias sem passar uma vassoura no quarto?

Minha amiga, já mantive um banheiro limpo num apartamento pequeno com doze pessoas dentro porque duas delas eram meus hóspedes do Airbnb e simplesmente comuniquei a todos que, pra não passar vergonha como anfitriã, não queria um pingo de xixi na tampa do vaso ou um fio de cabelo na pia. Ah Ana, você continua neurótica. Calma, todos os dias a pia da cozinha dorme com pratos sujos, então pera lá. Minha casa (a atual) tem cheiro de cocô na área externa por causa do meu pitlove filhote que não elege de jeito nenhum apenas um metro quadrado pra fazer suas necessidades. O jornal ele rasga todo. O tapetinho ele leva pra terra. Bicho, tô nem mais aí!

Falando em área externa, no último fim de semana decidi capinar meu jardim. Mato cresce, estamos no outono, as plantas secam, o galhos caem, o ciclo da vida estampado na cara. Após anos em um apartamento e sem dinheiro pra contratar um jardineiro, fui limpar minha casa pq entendo que essa também foi uma escolha.

Aqui a minha pequena equipe: Minha prima e o Bezuco.

Quer saber? Foi um dos momentos mais prazerosos de 2022 até o momento. Sabe a frase “Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?”, FEZ TODO O SENTIDO: Mexer na terra, pedir licença ao pé de acerola, colocar força nos braços para manusear a enxada, recolher as folhas, sentir o galho levemente arranhando as minhas costas. A satisfação de Bernardo em também manusear as ferramentas e ver o esforço ser recompensado com uma área limpa pra brincar. O suor, o cansaço pós banho, a serotonina invadindo o corpo e o cheiro da terra que veio hoje com o dia chuvoso.

É ou não é um ato de auto-cuidado? Quando a gente cuida da casa, ela cuida da gente. Próximo fim de semana tem mais!

Já conhece a minha comunidade que tá nascendo como uma newsletter? A Casa Manuscrita. Aqui te explico mais um pouquinho em como participar. Tem sido um compromisso comigo e com os apoiadores pra praticar a escrita e levar um pouco do que não me sinto tão à vontade de expor aqui no blog.

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É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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