Talvez você tenha perdido alguns capítulos

Faz tempo que não venho de maneira decente nessa página, inclusive essa foto do perfil tá tão ultrapassada que nem sei quem é essa mulher.

Meu 2019 foi dose, minha gente. Lembram que contei que havia mudado de novo de apartamento? Após 6 meses quero deixá-los tranquilo, continuo no mesmo endereço, hehehe. Mudei porque inventei de casar e acabou que a gente resolveu descasar antes de casar mesmo. Aí no meio disso tudo, passei longos dois meses cuidando da minha vozinha no hospital, a Dona Edite musa mor inspiradora desse blog. Depois de um período sofrido, vovó partiu literalmente nos meus braços, foi lindo, mas doeu. Depois meu primogênito, que sempre foi tão meu e tão pequeno, me diz “Quero ir morar com o papai” (em outro post falo sobre isso). E daí no meio disso tudo, perdi um trabalho importante, outro foi adiado, outro não aconteceu nem parece que vai, uma dureza. Algumas muitas frustrações sim, vocês não tem ideia.

Mas esse post não é pra ser trágica nem dramática. Só atualizando mesmo quem não está nas redes sociais acompanhando toda essa temporada do meu original Netflix. Dois mil e dezenove também me conectou com coisas boas.

Busquei a minha espiritualidade, como acontece mesmo nesses momentos de perda, sei bem. Nessa procura, de resgatar algo muito maior que qualquer religião, porque tenho problemas com dogmas e obrigações, pude sentir sossego no coração, equilíbrio e força em…muitas religiões. Ironia do destino, meu bem. Tem sido lindo estudar Kardec de manhã, fazer promessa pra Mãe Rainha num santuário católico, entender sobre a impermanência das coisas com o budismo, rodar minha saia longa sábado à noite num terreiro de umbanda. As energias que circulam nas minhas experiências têm sido muito válidas. Dentro de todo esse movimento, um chamado pra pensar sobre a minha ancestralidade. Sensibilidade pra observar com muitas reflexões as mulheres da minha família. Muitos exercícios de força pra deixar doer coisas das quais ainda não consigo me libertar, mas aprendendo com essa dor, mesmo que aos poucos. Me cobrar menos e me auto-responsabilizar mais.  Outras decisões importantes como voltar a estudar. Comecei o ano fazendo um curso de fotografia, andei certa da psicologia, mas estou indo pra produção publicitária, que também é algo que tem muita paixão envolvida. Aprendi também a dividir a minha casa. Morei com duas mulheres incríveis e poderosas, abri espaços pra pensar junto, compartilhar, expandir (mas esse também é outro assunto que merece um post só pra ele).

E me sinto mais capricorniana que nunca. Expandindo minha consciência e buscando solo fértil e firme em mim mesma. Dois mil e vinte será mais um ano importante, se nos anteriores levei umas porradas, esse ano, que também começa com a minha revolução solar, estou certa que quem bate agora sou eu (Ok, soou meio agressivo, mas vcs entederam, rs).

Muitas coisas pra conversar minha gente, vou deixar para os próximos posts.

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Ana Medeiros
É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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2 Comentários

  1. Oieeee

    Acompanho vocês há muito tempo mesmooooo…
    Te desejo um excelente 2020, e que seja um ano abençoado para todos nós.

    Bjjs

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