Quem nunca sonhou, quando era criança em ter uma casa com quintal grandão, com direito a árvore
com balanço, flores coloridas e muita grama mas que, depois de adulto, acabou morando num lugar
pequenininho, com pouco ou quase nenhum espaço… um apartamentinho daqueles que parece que mal cabe uma floreira?

Casa grande com quintalzão é uma lindeza sim, mas a gente também pode ter uns verdinhos em poucos centímetros quadrados que não vai nem precisar de jardineiro pra cuidar.

Tenho certeza que quando você pensa em planta para apartamento, casinha pequena, que demande
pouco tempo e cuidado, a primeira opção é uma suculenta ou um cacto. afinal, eles ficam ali, quietinhas,
consomem pouca água e às vezes nem precisam tomar solzinho; mas, adivinha só: eles não são os únicos a fazer parte do universo de verdinhas (e coloridinhas também!) pra gente ter dentro de casa.

Então, para começar com o pé direito minha participação aqui nesse bloguito querido trago quatro
ideias bacanas e também algumas dicas de como cuidar bem dessas queridas. Cola aqui que você vai amar.

1 – Hypoestes phyllostachya: conhecida popularmente como confete ou sardenta, é uma espécie forrageira (que cresce e se espalha sobre o solo) super versátil pois pode ser cultivada em vasos dentro de casa e também em jardins externos, beirada de muros, ao redor de árvores ou em floreiras. Suas folhas podem ser brancas, rosas, verdes ou vermelhas, salpicadas com manchinhas rosadas, brancas ou vermelhas. A confete produz flores, mas são pequenas e roxas, sem importância ornamental, porque o bonito mesmo são as folhas

A Confete não gosta muito de umidade, portanto o ideal é que o substrato (solo) do vaso seja leve, rico em matéria orgânica, mas bem drenado, de modo que a água escorra fácil. A rega deve ser feita cerca de duas vezes na semana nas épocas mais quentes e uma vez por semana nas épocas mais frias, considerando sempre o ambiente da sua casa. Esta planta não deve ficar exposta ao sol o dia todo e a nutrição pode ser realizada uma vez ao ano utilizando um adubo mineral de formulação NPK 10-10-10 (Nitrogênio, Fósforo, Potássio), cuidando sempre para que o adubo seja colocado sobre o solo (nunca enterrados para não danificar as raízes) e longe das folhas, para evitar que sejam queimadas pelo composto.

2 – Saintpaulia ionantha: quando eu era criança, a minha mãe e todas as mães de todas as minhas amigas e vizinhas tinham uma coleção destas plantinhas, as violetas africanas, espalhadas por todos os cantos da casa. As famosas e populares violetas são plantas delicadas, mas bem rústicas e de fácil cultivo; não gostam de muita umidade no solo, mas gostam de ar úmido e não curtem temperaturas muito baixa, por isso são ótimas pra se ter dentro de casa.

O ideal é que fiquem em locais com luz solar indireta, para evitar a queima das folhas. Por isso se for
colocar na beira da sua janela, por exemplo, o legal é que seja onde pegue aquele solzinho da manhã bem cedinho ou do final da tarde, mas desde que não seja um local muito quente, pois a sua faixa de temperatura favorita é entre 18 e 24 °C.

É importante considerar também que por gostarem de pouca umidade no solo, não se deve molhar diretamente as folhas e flores, pois podem apodrecer. Por outro lado, o banheiro da sua casa, desde que atenda a demanda das plantinhas em termos de temperatura e luminosidade, pode ser um ótimo local, pois as violetas africanas gostam de ar úmido.

O ciclo de produção da violeta é de 32 semanas, sendo 20 semanas para formação das mudas e 12
semanas para florescer, quando cultivada em lugares protegidos do sol mas com muita iluminação indireta ou difusa.

3 – Epipremnum aureum e Epipremnum pinnatum: pra quem já tentou de tudo desde rosa no jardim até as suculentas de dentro de casa e nunca conseguiu manter uma plantinha viva, aqui vai um achado, uma dica infalível, a melhor planta que você vai conseguir manter viva…a jibóia. Siiiiimmm!!!! A jibóia é a melhor amiga de quem acha que não tem o dedo verde, heheh. Se tiver espaço ela vai crescer, e crescer e crescer e você vai adorar.

A jibóia é um tipo de trepadeira tropical, originária da Polinésia Francesa, com folhas verdes com algumas manchas amarelas ou brancas, e que é ideal para casas ou apartamentos que não tem muito espaço e pessoas que não tem muito tempo sobrando.

Ela vegeta, literalmente, o ano todo aqui no Brasil, pois o nosso clima não favorece o seu florescimento. Por ser uma planta tropical, gosta muito de calor e umidade, portanto também é uma ótima
opção para decorar seu banheiro. A rega dessa menina verde deve ser feita 3 vezes por semana no verão e 1 ou 2 vezes no inverno.

4 – Raphis excelsa: originária da China, a palmeira-ráfia é minha última dica de hoje. Cultivada em grande escala no Brasil, e uma das queridinhas dos paisagistas de interiores, é uma espécie arbórea que pode ser cultivada tranquilamente tanto em jardins internos ou em vasos. As palmeiras-ráfia tem preferência por locais sombreados (mas que não sejam totalmente escuros – afinal as plantas precisam de luz para fazer a famosa fotossíntese) e que sejam ventilados. Não devem ficar expostas ao sol nem estar em ambientes muito secos ou com ar condicionado pois as pontinhas das folhas ficam queimadas.

A frequência de regas e volume de água aplicado depende de como está o substrato, ou seja, pode-se molhar, com cerca de um copo de água, quando estiver seco. Também é possível estabelecer uma frequência de rega de 15 em 15 dias quando a planta estiver dentro de casa, por exemplo. É importante não deixar o solo encharcado para evitar o apodrecimento de raízes, uma vez que a planta não fica exposta diretamente ao sol. No inverno, geralmente faz-se uma rega por mês.

A adubação para reposição de nutrientes pode ser feita uma vez ao ano, com uma colher do fertilizante granulado de fórmula 10-10-10 (NPK), sobre o solo, no diâmetro de projeção das folhas. Quando as pontinhas das folhas estiverem queimadas pode-se cortá-las com uma tesoura comum e, como a palmeira-ráfis é uma pequena árvore, para favorecer o crescimento em altura das plantas, é recomendável a poda das hastes laterais menos vigorosas.

Por hoje é só, espero que tenham gostado. Deixem seus comentários com sugestões de temas
vegetais (rsrs) para abordarmos em outros posts. Logo eu volto!!! Beijos e obrigada!!!

 

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