“Fazer tudo” em casa é nossa responsabilidade??

Obviamente que essa pergunta é direcionada as mulheres, maioria do nosso público leitor. Desejamos uma sociedade mais justa e igual, sendo o trabalho doméstico um fator determinante para os papeis de gênero enraizados em nossas casas como ferramenta fundamental para opressão de meninas desde cedo.

Precisamos discutir sobre como criamos nossos filhos e de que modo podemos transformar essa balança desigual imposta pelo patriarcado.

Creio que como mãe solo de dois meninos e sendo filha do meu pai, um homem que sempre foi um exemplo de cuidados com a casa, e até hoje, no auge dos seus setenta anos, continua a lavar pratos e banheiros, acredito que fazer tudo não é meu dever. Como mãe, quero contribuir com dois homens conscientes que não farão parte desse sistema de opressão.Como tia de duas meninas, quero que saibam que não estarão falhando em priorizar escolhas que não envolvam uma casa limpa todos os dias.

Calma. A doutrinação do papel de gênero está tão presente nas nossas atitudes e ações conscientes e inconscientes, que mesmo os pais mais progressistas e bem intencionados, falham. É um trabalho de formiguinha, mas que feito no presente, proporcionará mudanças futuras positivas.

Se as mulheres fazem o dobro de tarefas do lar em relação aos homens, as crianças desses lares estarão recebendo a mensagem clara de que cuidar da casa é responsabilidade principalmente da mulher. Então pra começo de conversa, precisamos nos libertar da crença irreal de que é possível fazermos tudo sozinha. “Quando uma crença pune aquele que crê, por exemplo, quando mulheres acreditam que, para nós, “ter tudo” deve significar “fazer tudo”, ela se torna internalizada”.

Nossa jornada será baseada na leitura do livro Deixe a peteca cair, de Tiffany Dufu.

Vamos pensar em caminhos possíveis?

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É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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