5 ambientes incríveis da Mostra Container

Digamos que eu esteja super atrasada nessa pauta e até pensei em não mais postá-la, pois a Mostra já acabou. Mas tenho muito mais motivos pra mostrar nem que seja um pouquinho sobre essa nova forma morar e construir, do que engavetar esse post, né?

“A primeira edição da Mostra Container, que aconteceu em Curitiba no Paraná abriu as portas para mostrar o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2015. Mais de trinta profissionais da arquitetura e design abraçaram a causa: projetar uma casa dentro das noções de sustentabilidade e consciência ambiental. Os 23 ambientes que compõem a casa se distribuem em 375 m² e dois setores: área de viver e estar no térreo e área de criar no primeiro andar.
Tatiana Hultmann Stavitzki, idealizadora do projeto e coordenadora geral da Mostra Container, explica que o objetivo é mostrar que é possível buscar alternativas mais viáveis, do ponto de vista da sustentabilidade, no setor da construção civil. Além disso, a casa também tem sido uma grande escola. “Durante esses três anos, os arquitetos e designers puderam desenvolver suas aptidões em construção sustentável, por meio de cursos oferecidos. Também foram feitas palestras em universidades do Paraná sobre o assunto e mais de dois mil alunos já tiveram a chance de conhecer e aprender com a ideia. Nosso grande intuito é contribuir para mudar a consciência das pessoas sobre a sua forma de viver e construir; precisamos nos unir e encontrar soluções para o problema do uso indevido de recursos naturais, estar alinhados com a visão 2050, para um mundo melhor”.
A casa que abrigou a Mostra Container é a primeira de Curitiba a receber o selo sustentável na modalidade Casa da GBC Brasil (Green Build Council), categoria ouro, uma certificação de sustentabilidade reconhecida internacionalmente. Além disso, é a primeira CASA de container e steel frame do Brasil a receber esse tipo de certificação. A GBC considera critérios de inovação, liderança, responsabilidade social e gestão ambiental.
Recursos
Além de ser construída predominantemente em container, a casa também adota o método construtivo steel frame, que se caracteriza por gerar menos resíduos do que as construções tradicionais. “De acordo com documento oficial da visão 2050 do Brasil, o setor da construção civil é um dos maiores consumidores de energia e recursos naturais. Sua cadeia produtiva é responsável por 75% da extração desses recursos, entre água, madeira e minerais, gerando cerca de 50% dos resíduos sólidos urbanos e o desperdício dos materiais pode chegar a 40%; por isso é preciso repensar a forma de projetar e construir e adotar métodos alternativos e funcionais”, explica Tatiana.
Mais de 20% da energia elétrica utilizada é produzida na própria casa, por meio de painéis fotovoltaicos. Além disso, outras medidas foram adotadas, como o aproveitamento da luz natural com a instalação de grandes janelas, eletrodomésticos e lâmpadas mais eficientes, conjunto que proporciona uma economia de mais de 30%.
Há também um sistema de aproveitamento de água da chuva, que é captada pelo telhado, tratada e abastece duas bacias sanitárias, sendo uma delas convertida para a limpeza geral da casa”.

Pra você que acha que essa é só uma ideia distante e pouco possível, engana-se. Temos duas blogueiras da “velha guarda” que embarcaram nessa e hoje moram em casas lindas e confortáveis:

Acompanho o Remobília há muitos anos e sempre fui vendo o progresso da casa Container da Pati. A construção de uma moradia alternativa e com menos impacto ambiental em grandes centros é algo que a gente tem que admirar, né?

Um outro site bacana pra acompanhar e ficar sabendo mais informações sobre esse tipo de construção é o Minha Casa Container, da Michelle. Lá ela fez um diário de obra e hoje em dia continua postando boas inspirações.

Vou voltar aqui pra falar mais sobre essa possibilidade, mas no blog das meninas vocês encontram muitas informações importantes. Também é bastante válido falarmos sobre o termo “steel frame” citado no release. Vou também preparar um post exclusivo sobre o assunto, belê?

Voltando para a Mostra, como não daria pra colocar aqui os 23 ambientes pela quantidade de fotos, escolhi os meus cinco preferidos: 0

Biblioteca e home office (O meu preferido!!!!)

Com o objetivo principal de unir funcionalidade e estética, a designer de interiores Nina Oven e a arquiteta Paola Burkot conseguiram, em um espaço de 12 m² acomodar um grande acervo de livros, inserir uma imponente estante metálica que deu mais personalidade ao projeto, criar um espaço para meditação, colocar uma mesa de trabalho que pode ser movida e encaixada, liberando espaço, e ainda uma área para armazenar documentos e fotos da família.

Varanda e Copa 

O conceito desse espaço de convivência, assinado pelo arquiteto Givago Ferentz é justamente promover a interação da família e convidados e fortalecer as conexões interpessoais. O ambiente possui uma mescla de características urbanas com elementos contemporâneos e industriais. A estrutura aparente do container foi mantida para valorizar a proposta e as luminárias de LED criam uma iluminação cênica e ao mesmo tempo sustentável. O mobiliário 100% autoral foi especialmente desenvolvido para a Mostra Contaier 2018.Grandes janelas de vidro permitem a abertura ou fechamento total da lateral da churrasqueira.

Quarto da Adolescente

O quarto despojado foi projetado pela arquiteta Gisela Ribeiro, com apoio na execução da engenheira Nazaré Alves. A ideia foi trabalhar com uma linguagem contemporânea de linhas puras e tons neutros e deixar o ambiente versátil, podendo ser um ambiente de descanso, estudos e relaxamento. A escolha foi por móveis funcionais: a minibiblioteca vira uma cama auxiliar e o móvel de apoio foi estofado para virar um banco, que pode ser usado para estudar ou receber pessoas. Destaque para o papel de parede líquido, um produto ecológico.

Sala Íntima

Assinada pelas designers Schaelly Campos e Mauren Buest, a sala íntima traz móveis multifuncionais projetados especialmente para amostra a partir de matérias-primas de descarte da indústria moveleira. A composição das portas em “escama de peixe”, o baú escondido no armário e o sofá extensível que se transforma em uma grande área de descanso para a família são os destaques deste espaço acolhedor que traz em seu conceito a integração entre os elementos da natureza.

Sala de estar e jantar

Esse ambiente é a soma do esforço coletivo da artista Tatiana Hultmann Stavitzki, da engenheira Nazaré Alves, do designer Jonathan Cardozo, da arquiteta Priscila Ferstemberg e da designer Mauren Buest. O resultado foi uma sala ampla, integrada (a porta do container que se abre favorece essa integração), com iluminação automatizada que permite diferentes cenários. Na porta principal de acesso feita de aço, há um sensor para identificação das digitais e, na área de circulação, há sistema de energia emergencial que é acionado por controle remoto e celular. O espaço foi projetado com base em 3 “A”s: Amor, Amizade e Arte.  Destaque para a imponente lareira modelo europeu que traz o aconchego para uma noite perfeita entre amigos, a mesa de laca oval que dá fluidez e movimento à sala de jantar, às amplas janelas que integram a sala com o bosque e às obras de arte de renomados artistas que estão expostas em todo o ambiente.

Agora me diz, qual o seu preferido?

Para mais informações, só visitar aqui o site do evento =)

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Ana Medeiros
É a neta de D. Edite. Ana comanda o #ACQMVQ e vive diariamente decorando aqui e ali. Trabalha home office produzindo conteúdo para o blog e outras empresas das internetes. É mãe de dois pioios lindos, ama comer, desaguar nas palavras, e não dispensa uma caipirinha no fim de semana. Sabe que ser livre também é perder o controle, que morar é mais do que habitar e que um abraço apertado é melhor que banheira de ofurô.
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